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Cultuar a Deusa hoje significa reconsagrar o Sagrado Feminino,
curando, assim, a Terra e a essência humana. Quer sejamos homens ou mulheres, sabemos que nossa psique contém aspectos masculinos e femininos. Aceitar e respeitar a Deusa como polaridade complementar do Deus é o primeiro passo para a cura de nossa fragmentação dualística interior.A Deusa é cultuada como Mãe Terra, representando a plenitude da Terra, sua sacralidade. Sobre a Terra existimos e, ao fazê-lo, estamos pisando o corpo Onipotente e distante, que vive nos céus... A Deusa é a Terra que pisamos, nossos irmãos animais e plantas, a água que bebemos, o ar que respiramos, o fogo do centro dos vulcões, os rios, as cores do arco-íris, o meu corpo, o seu corpo.
Mandrágora
13 de dezembro a 05 de janeiroSímbolo da magia, essa flor tem uma forma que lembra a
silhueta de um corpo humano. É fonte de uma substância capaz de induzir a transes hipnóticos, ou estados alterados de consciência, muito úteis à prática de magia. As pessoas que nascem sob o signo de Mandrágora são espiritualmente elevadas e estão sempre em busca do sentido mais profundo da vida e da existência. Não gostam da rotina, do senso comum, da mediocridade. Têm uma natureza intensa e apaixonada, ainda que aparentem uma certa frieza e façam questão de impor algum distanciamento às pessoas em geral. É preciso conhecê-las bem para saber lhes dar o devido valor.
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Que eu seja como a que tece o pano na floresta, profundamente escondida. Que eu possa fazer meu trabalho sem interrupção. Que eu seja uma exilada, se é esse meu sacrifício.
Que eu conheça a procissão sazonada do meu espírito e do meu corpo, e possa celebrar os quartos em cruz, solstícios e equinócios.Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima, nas árvores desenhadas, no céu luminoso. Que eu possa acariciar flores selvagens, cobri-las com as mãos. Que eu possa libertá-las, sem apanhar nenhuma, para viver em abundância. Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio. Que sejamos inocentes e despretensiosos. Que eu seja capaz de gratidão. Que eu saiba Ter recebido a alegria, como o leite materno.
Que eu fale a verdade sobre a alegria e a dor, em canções que soem como o aroma do alecrim, como todo dia e na antigüidade, erva forte de cozinha. Que eu não me incline à auto-integridade e à autopiedade. Que o meu olhar seja direto e minha mão firme. Que minha porta se abra àqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio. Que os que jamais andaram descalços , não encontrem o caminho que chega á minha porta.
Que se percam na jornada labiríntica. Que eles voltem. Que eu me sente ao lado do fogo no inverno e veja as chamas brilhando para o que vier, e nunca tenha necessidade de advertir ou aconselhar, sem que me peçam. Que eu possa ter um simples banco de madeira, com verdadeiro regozijo . Que o lugar que habito seja como uma floresta. Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços, e árvores e flores, animais e pássaros, todos conhecidos, e pôr mim reverenciados com amor.
Que minha existência mude o mundo, não mais nem menos que o soprar dos ventos, ou o orgulhoso crescer da árvores.Pôr isso eu jogo fora minha roupa. Que eu possa conservar a fé, sempre. Que jamais encontre desculpas para o oportunismo. Que eu saiba que não tenho opção, e assim mesmo escolha como a cantiga é feita, em alegria, e com amor.
Que eu faça a mesma escolha todos os dias, e de novo. Quando eu falhar, que eu me conceda o perdão. Que eu dance nua, sem medo de enfrentar o meu próprio reflexo.
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